Eu sou de mim e de mais ninguém


13393980_1003431826372418_4774776199280269543_nEu sou de mim e de mais ninguém,
Ainda que tropece na tentação
Dos teus braços,
Abraços,
Ainda que cambaleie na destemida paixão
Eu pertenço aos sargaços!

Eu sou das chuvas e dos temporais,
Filha das árvores
Com braços estendidos ao céu
Como o archote
Que me ilumina na noite mais escura
Onde te recito à loba mãe
Que habita no constante cio das fêmeas.

Eu sou como a gruta inabitada
Onde repousam cristalinas águas,
Sou o eco da tua voz
A volúpia do teu desejo
Onde ardem mágoas.

Serei todas as palavras que não ousarás dizer
Tal como as outras que insistes em me fazer morder
Até que a madrugada escorra teu sémen.

Eu sou de mim e de mais ninguém
Ainda que me desejem como um sol a girar
Entre as mãos de uma criança
E este meu Amor seja como as Pirâmides de Gizé!

Eu sou de ninguém!

© Célia Moura, a publicar (06.VI.2016)
(Imagem – “Google” photography)

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