A FESTA DOS ROUXINÓIS


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Art/e (c) Masha Sardari Photography

A FESTA DOS ROUXINÓIS
De que epopeias me desprendo, ainda,
Se de frescas rosas me alimento e incendeio?

Púrpuras, qual seiva de vida
Em meus rubis de silêncio,
Concedidas!

De que trinados me revolvo,
E ofereço,
Essência
Entre pálidos antúrios,
Erguendo em mãos de cera ou quiçá de seda,
O ouro de outrora?

Vinde todos aqui,
Família minha, em árdua jornada
Manifesta,
Irmãos poetas, ternos pintores,
Trazei as telas e os pincéis!
Trovadores desta era, vadios de exímia alma,
escultores,…
Todos vós Criação Divina,
Ó Criadores!

Vinde vós até mim!
Trazei-me os utensílios da paixão,
Nas artimanhas da razão!

Deixai-me libertá-la ao vento
Entre taças de fino cristal,
Beijemos o firmamento
Convoquemos a alfazema,
Sentemo-nos serenamente entre rúbeas velas,
E sem artifícios ou deambulações
De dramáticas cenas políticas,
Inauguremos a Festa dos rouxinóis!

A todos os Artistas e à Arte que os alimenta

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” (58), 2010
(Imagem – Masha Sardari Photography)

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