CATARSE


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Procuro-te no vento
E no alento
De todas as marés.
Provoco-te no verde das maçãs,
Na cúmplice revoada
Que “Nabucco” grita.

Imagino-te em todas as paredes já mortas,
E sabendo que ali estiveste,
Não estás…
Provoco-te ainda,
Sorrindo-te,
Chamando-te,
Fugindo-te…

Remexo risos em pranto
Na despedida última,
Que minhas castigadas mãos
Haveriam queimar plenitude
Até aqui,
Agreste pedaço de mim,
Vénias
Ao teu rosto ido.
Eterno, meu amor,
Belo como o Sol
Desafiando temporais!

O teu cálice de ternura abraça-me!

Não te procurarei mais!
Sei que ainda estás aqui.
Ouço o gemido das pálidas rosas
Entre os pomares.

© Célia Moura, in “Jardins Do Exílio” (22/07/2011)
(Caras Ionut Photography)

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