MARÉS DE SILÊNCIO


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Entre o desesperado linho
E o fresco jasmim,
Esperava-te somente.

Submersa em vestes de brocado, vencidas,
Convoco ainda o silêncio,
Meu Amado.
Inauguro-te segredo revelado
No hálito do desassossego,
Para além de meus exauridos olhos,
Rendição suprema!

Entre os candelabros,
Sombras desfocadas,
Nudez de nossas mãos a amanhecer promessas,
Ilusão!…
Sementes dispersas!…

Apenas este hino, meu amor
A revolver meu corpo,
Onde te inventei quimera de luz
Sorridente,
E me encontrei peregrina das marés,
Mas foi em êxtase de liberdade,
Meu doce enleio,
Que te deixei partir.

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…”  (25 de Fevereiro de 2013)
(Ilustração – Victor Bauer Painting)

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