Nua


540091_451130728304088_1309260195_nNua,
defronte ao pontal das rosas
que atravessa incertas memórias.

Assim estás,
prostrada
na sensual sombra que esvoaça
em cálidas visões ocasionais.

Enigma,
que não sabes
nem distinges.

Silhueta,
defronte ao espelho baço
inventando alegres piruetas
num jardim fecundado
somente de alfazema e jasmim.

Vestida de orvalho,
como és bela!
Convocas o riso e o sabor
dos beijos matinais,
apetecidos
e o odor dos corpos
no soalho.

Nua,
foi assim que te geraram
e
desejaram.

Revolve agora todo o teu sangue
esquecido,
enquanto o teu ventre incendeia
alvoradas de Amor!

Brandas
são as preces
neste silêncio distante
onde às vezes
ecoam mágoas soluçantes,
violentamente entrelaçadas
nos meus braços.

© Célia Moura – Do livro – “Vestida de Silêncio” (13/04/2013)
(Imagem – Obra de Alexander Hodyukov)

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