Por vezes acontecem-me palavras


13516521_1324770034203097_2139681912756327437_nPor vezes acontecem-me palavras
paridas do tempo,
em que irrequietas máscaras
monologam apenas sílabas,
e no pó dos Homens,
rabisco oblíqua insubmissão,
quando a inutilidade tece
maquiavélicos nãos.

Permanecente,
meu magnífico campo
de flores silvestres
dispersas,
como velozes pensamentos,
hão-de evocar
a Beleza emergente
nos olhos de todas as crianças.

© Célia Moura – in “Jardins do Exílio” – Ed 2003
(Imagem – “Google”)

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