Tu


Tu,
que vais no vento
a namorar o luar,
em serenatas de azul,
sussurrando Grieg,
diz-me o aroma das flores silvestres
que a solidão palpita!

Expoente maior do Ser,
dignifica o deserto
onde vagueiam teus pés
de vagabundo e rei!

Glorificar-te-ão essas chagas
na apoteose do Fim,
magnificente Amor acalentando as asas
às pombas brancas
rasgando temporais
que a condenação agita.

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” – Ed 2003
(Imagem – “Google”)

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