Jaz uma colcha de linho no passado


1656332_740013822714221_6269218138977414847_nJaz uma colcha de linho no passado
Das orquídeas
Quando tua sofreguidão se esbatia entrecortada
Na penumbra
Gemendo a saudade
Nas cortinas velhas do quarto antigo…
Tuas mãos ainda habitam o séquito do meu corpo
Nesta ausência.

Sabes, fui até ao cais de nós e esqueci de voltar.

Estávamos senis, enlouqueceramos em todos os orgasmos.
Mas os pardais, aqueles que fizeram ninho
Nas telhas do antigo quarto,
Eles sempre regressam, chilream livremente.

Jazem dois corpos enlaçados de paixão sob a colcha de linho.
Vejo-os tão longínquamente…
Eu espero-te.
O meu corpo sempre arderá nos teus lábios.

© Célia Moura – a publicar “No hálito de Afrodite” 18/10/2013 – Ed 2014 (in Antologia Erótica “Asas De Amor”)
(Antoine de Villiers Painting)

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