LÚCIDA LOUCURA


LÚCIDA LOUCURA
Veio aninhar-se no meu ventre
O crepúsculo de nossos corpos,
Como uma púrpura mariposa.

Recordo-te como rio,
Até à foz,
Enquanto um raio de Sol brincava
Entre minhas mãos,
Mesmo quando me ofertaste a tristeza
Em paredes nuas
Da imponente casa,
E um ninho de andorinhas,
Entre penhascos.

Veio hoje o céu em fúria,
Revolver-me os cabelos
Enquanto te esperava ainda entre
Os estilhaços da ausência.

Só meu ventre os grita,
Entre os canteiros de flores diversas,
Como se o pranto me arrebatasse
Na voracidade da loucura,
Em meus olhos afagando o crepúsculo ao desespero…

…regressa meu amor!
Regressa, para somente me fechares os olhos,
E toma-me nos braços esta agonia
De já nem saber chorar!

© Célia Moura – “Enquanto Sangram As Rosas…” (13.Abril.2011)
(Ilustração – Rodney Smith Photography)

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