Quebrantada estou


1557463_666594543424371_5575335983726308484_nQuebrantada estou
perante o focinho das hienas
quebrantada não ficarei!

Esta agonia
Não é a prece de vosso declínio
Ou cansaço,
Porém meu vinho,
Ou catarse
Minhas mãos que amparam
Um “Quinto Império”*.

Se abandonei
Imponentes claustros
De mel, jasmim,
Vales encantados de ti
E rodopiei cantando
Esse grito de mar amado
Pela Boca do Inferno
Foi para vir ser de mim
E de mais ninguém!

*Fernando Pessoa

© Célia Moura – Poesia 14/07/2012
(Victor Bauer Painting)

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