SILÊNCIO


10519652_761921627224995_4646011418930381732_n (1)SILÊNCIO
Como uma parede de hera,
Adelgaço-me na tua mão
Ao poente do silêncio,
Saboreando o odor dos teus lábios
No meu ventre inquieto.

Firmámos laços de segredo
Na quimera dos sentidos,
Como um refresco de limão
E maresia
Ao porão dos gestos imperfeitos
Traçados num beco
Do teu desvelo,
Meu corpo de liberdade revelado,
Meu vinho e minha essência…
…parede de branco vestida por onde me adelgaço,
Neste grito encantado,
Suado dos nossos corpos.

© Célia Moura, in “Enquanto Sangram As Rosas…” (03/07/2012)
(© Rolland András Flinta Photography)

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2 pensamentos sobre “SILÊNCIO

  1. Muito obrigada Carlosmettal pela sua visita neste espaço.
    Um abraço.

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