DESABITO-TE


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Neste momento em que mordo
A aura à solidão,
Desabito-te.

Poderás imaginar o êxtase que em meus seios
Se escorre
Por amaldiçoar
Teu nome,
Debatê-lo contra as rudes pedras da calçada,
Fazê-lo sangrar
Em suas firmes arestas.
Assim como abençoo todas as aves que rasgam
A paz do firmamento,
Assim te desabito.

Recordo teu rosto de tormento
Nesta terra de suplício,
Soa-me a nudez de um incenso
Esquecido neste solo de ninguém.

Não tornes a mim!
Exijo estar sozinha entre meus estilhaços!

Prometo que te mato com requintes de uma louva a deus!

© Célia Moura – A publicar “No hálito de Afrodite” 03/08/2013
(Ilustração – Bruno Bruni Sculpture)

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