Lambendo Gritos


12743917_943288589053409_5601736116584859099_nLambendo Gritos
Caem-me dos olhos
Os gritos com que lambes
Os lábios nesta avidez,
O sangue que fervilha
Na vida sobrevivida
Como se estourasse toda a raiva
Nas artérias.

Sou como o cálice já vazio,
Unguento jamais usado!
O poema rasgado sem nunca ter sido lido
Granada por tuas mãos lançada,
Tua tela embriagada!

Mas, serei sempre quem nunca ousaste conhecer,
Aquela que olhaste desfocada
Nudez exposta ao vento e a todas as enseadas
Talvez por ser ninho de estorninho
Ou raiz.

© Célia Moura (22/02/2016)
(Arthur Braginsky Photography)

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