SÉC. XXI


1459724_764949276922230_503519920749025777_n (1)SÉC. XXI
O mundo respira e se extingue de
Sangue a fervilhar na pele
Com garrotes no cérebro
E o sibilar de víboras
Nas outrora límpidas águas
Das fontes.

Tudo não passa de um filme repetido até à exaustão
Com maior intensidade,
Mais astuta a argumentação
No focinho das hienas.

O maior abismo é somente um reflexo deturpado
Da cabeça racional.

Quebra todos os espelhos!
Sai de dentro da tua cabeça,
Vem para fora de ti
Se tiver que ser
Enquanto o mundo ainda respira
Quantas vezes com balões de oxigénio
E transplantes de vísceras!

© Célia Moura – a publicar “Terra de Lavra” [12/01/2015]
(Dina Bova Photography)

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