Ser Lavra de Ti


10360209_732387226845102_2020708245356775314_nSer Lavra de Ti
Canta-me um novo hino
Amor
Enquanto as outonais folhas
Nos afagam os corpos quentes
Enlaçados num murmúrio de vento.

Só a lua nos contempla, só ela poderá abençoar
O filho que de nós há-de brotar,
Aqui neste chão de chuva,
Nesta terra que já foi de lavra.

Meus ancestrais nos saúdam
Com um vinho novo
Bebamos amado,
Bebamos da mesma colheita
Eis a celebração da Vida!

Saciemos finalmente nossa sede,
Longínqua ficou a travessia pelo deserto…
Sejamos gratos à Luz que nos guiou,
Prestemos vénias,
Cantemos um novo hino!

Cobre-me somente com teu corpo
Meu instinto,
Nada mais preciso, nada mais insisto.

Permanecer lavra de ti, ser útero, ser semente.

© Célia Moura – a publicar “Terra de Lavra” [15/11/2014]
(Pascal Chove Painting)

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