Me estilhaço no chão


13718669_1346595062020594_6656474722453915680_nMe estilhaço no chão
E dou no “Tramal” para suportar
As vértebras deste previsivel holocausto,
Não dou a outra face,
Dou meu corpo inteiro!

Faz banquete meu amor,
Faz!
Celebra a afronta de minha Mãe amada
Bela como um canavial
Renascida em todas as fontes minhas
Onde se saciavam aves.

Vai no arrastar das serpentes a estruchar como demónio.

Há tanto que parti da Pastelaria defronte à casa onde morri
E ainda que réstia de passado,
Penso em ti.

Esvoacei nas asas da primeira andorinha
Que me beijou do chão,
Aproveitei o voo das seis e parti.

© Célia Moura, Julho de 2016
(Ilustração – Imagem “Google”)

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