Somos sós


10917886_768951806521977_3565024610771489368_n (3)Somos sós,
Somos tanto e apenas cinza e pó,
Alvoradas nos erguem,
As mesmas nos amortalham!
Que labirinto este onde deambulamos, 
Nos perdemos,
Para nos reencontrarmos,
Nos amamos
Para depois nos matarmos
Nos esfacelamos
Tão em vão
No relógio do Tempo
Hermeticamente encerrados
Onde grinaldas teimam
Em sorrir, e no sussurrar do vento
Se fazem ouvir.

Silêncio!

Vigiemos o sangue que passeia e brinca em todas as artérias!

Seremos sempre sós,
Essa é a consciência mais pura
Verdade única, condenação primeira
A solidão da chegada e da partida
E nossa mortalha estará sempre pronta para nós
Não há volta a dar…

Quem sabe retorno,
Quem sabe libertação!

© Célia Moura – poesia a publicar 20/01/2015
(Simone Held Photography)

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2 pensamentos sobre “Somos sós

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