Inundais-me a alma


inundais-me-a-alma

Art/e (c) Steve Hanks Painting

Inundais-me a alma, excelências,
De vossos cacifos à luz da vela ressequidos,
Entre preciosas exéquias,
De senil, porém titular monarquia rendida?

Ó submissos do Poder efémero!
Eu vou no Espírito da água
Entre rosas e corais…

Banhada na luz do pensamento,
Estou no odor a alfazema,
Qual janela escancarada aos beijos da Primavera!

Negligenciais a migração das andorinhas?

Que importa!
Em vão corrompeis a essência à Liberdade!

Olhai-as, em jangadas de vento, sorridentes!

Indiferentes ao ouro e à Lei subjugada
De vossas cíclicas sátiras,
Trágico – comédias,
Regressarão!

Ó famintos,
De esplêndidos manjares já fartos,
vinde!…

Eis que vos aguarda impaciente em seus átrios Senhoriais
A Sr.ª D. Soberba.

Deliciai-vos pois, no feudo e no fel…
tendes banquete medieval!

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” (p. 32), 2010
(Steve Hanks Painting)

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