BEBEDEIRAS DE JASMIM


bebedeiras-jasmim

Art/e (c) Anna Razumovskaya Painting

BEBEDEIRAS DE JASMIM
Meu corpo é somente o teu corpo!
Um instinto,
Um sopro Divino, uma ânsia magistral,
Exaurida de vida,

Sobrevoando pálidos sorrisos.

Nossos corpos,
Incandescência – são a prece
Que pressinto!

Seiva de mais um grito…
um apelo aos amantes!

Teu corpo, meu segredo,
Cálice de açucenas e cardos,
Transbordante…

E, meu corpo,
Uma esfinge tatuada no limiar do absoluto
E do exagerado…

Que sei eu de mim,
Se por nós me achei e me perdi,
Entre gargalhadas de crianças,
E poemas,
Palavras somente!

Poemas onde sem pudor me dispo e dissimulo
Bebedeiras de jasmim,
E na Via Láctea me revejo a dançar ao poente,
Alheia, anónima, atroz semente
Finalmente liberta de mim,
E ela delicadamente ainda me sorri.

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” (p. 17), 2010
(Anna Razumovskaya Painting)

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