Segredo


segredo

Art/e (c) Mecuro B. Cotto Photography

Segredo
Para que me sintas,
roubo o desespero à solidão.

Convoco os poetas,
à suprema Tertúlia do Amor amado,
evocado, exilado!

Para que me vejas,
cerro as pálpebras.

Recorto abençoadas imagens caídas
deste céu incendiado
em labaredas exaustas
e guardiã da ascese divina
permaneço na magnificência de um beijo
pousando nas asas de todas as aves
a platina da Saudade.

Para que me sintas
amor,
no degredo da partida,
choro-te na poesia de um fado ancorado
ao cais da agonia…
em segredo!

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” (p. 90) – 2003
(Mecuro B. Cotto Photography)

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