Dói esta enseada onde me matas


doi-esta-enseada

Art/e (c) Michael Papendrieck Photography

Dói esta enseada
onde me matas,
esta grinalda cravada de balas
onde me embalas
e todas as açucenas
por minhas mãos deleitadas,
em meu ventre rasgadas!

Dói-me este fado
jamais por mim cantado,
este xaile negro de pranto
onde me embrulho
em taças de Lua quebrantada.

Dóis-me,
no riso dos girassóis,
em todos os orgasmos,
sobrevoando todos os silêncios!

Dóis-me.

© Célia Moura
(Michael Papendrieck Photography)

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