O perdão e a libertação de todos os «eus»


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O perdão e a libertação de todos os «eus»

Uma das mais elevadas demonstrações de Amor é o perdão, sobretudo se ele provém do nosso coração, ou seja, sem que a pessoa que tanto nos destruiu jamais nos peça perdão, pior ainda, sem que reconheça que alguma vez nos prejudicou com seus actos ou palavras.

Só seres humanos elevados conseguirão perdoar este tipo de pessoas dignas de compaixão, que se acham tudo, pessoas que não possuem qualquer respeito pela Vida.

Pense um pouco. Essas pessoas não nasceram assim. Algo lhes foi vedado, algo de muito cruel poderá lhes ter sido feito, inclusive na infância e moldado o seu carácter.

Sabem, que é nos primeiros anos de vida que pode ser moldado o carácter de um adulto e que a maioria dos adultos tem memórias de si mesmo nessa infância entre os três e os cinco anos, por vezes menos, dependendo da sua sensibilidade?

Quando perdoamos já adultos, não importa se grandes ofensas ou coisas mínimas, estamo-nos a libertar de alguns dos nossos “eus” incutidos inadvertidamente desde a infância, ou seja, do reflexo que algumas atitudes e pessoas exerciam sobre nós.

Não sou de modo algum especialista na matéria, somente alguém que tendo sido criança aprendeu a perdoar na fase adulta e sem qualquer esforço.
Sou grata a Deus.

Acreditem que perdoar e limpar a alma de qualquer mágoa é libertação. Ser perdoado também é bom, mas o mais importante é alguém se sentir perdoado e em paz dentro de si mesmo.
Essa é a Alegria genuína que só as crianças sabem.
Namastê!

© Célia Moura (25.05.2018)
Monólogos Descontínuos

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