Foram tão efémeras todas as tulipas


foram-tão-efémeras

(c) “Google”

Foram tão efémeras todas as tulipas
Que plantaste na berma
Dos meus olhos
Que nem memória de beijos,

Nem oceanos de cristal
Se vislumbram neste vácuo,
Marasmo de dias,
Perturbação de ideologias.
Não, tu nunca beijaste a mais negra tulipa,
Nem uma sequer!
Inventaste-a como a um brinquedo desejado
Que te acalentasse a infância fria,
Tal como o comboio que te deram
E ficou esquecido na cave da velha casa
Onde tu mesmo te perdeste
E há tanto a chave.
Por ti chora um jardim.

© Célia Moura – a publicar
(Fotografia – “Google”)

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