É de frescas rosas que te olvido e exorcizo


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(c) “Google”

É de frescas rosas
Que te olvido e exorcizo,
Inóspido vácuo em desalinho extraviado,
Prenhe de desafio!

É de sarcasmo,
Ó ilusão,
Que te empresto meu condão
De diamantes trucidados
Na blasfémia do deserto.

É de agonia,
Que te embalo (como um filho não parido),
Minha paixão a sorrir grinaldas,
No exílio da loucura;
E é de eterniadade
Que te beijo e minto,
Ó alma faminta,
Amor vadio,
Escarnecido em supremo enleio,
A respirar o Universo
Num punhado de sorrisos arrebatados
Em geniais transes de pensamento.

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” (p. 72), 2003; – in “Enquanto Sangram As Rosas…” (p. 64), 2010
(Ilustração – Imagem “Google”)

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