Os Dias São Esta Corda Bamba


corda-bamba

(c) “Google”

Os Dias São Esta Corda Bamba
Os dias são esta corda bamba
Que ora se aquieta ora se balança
Onde me equilibro ora de sapatilhas,
Ora de salto alto
Bem aqui neste palco onde a vida se consome
E delicia.
E por cada passo que avanço
Rumo às tuas mãos
A corda se balança como por magia
E dou dois passos mais para trás,
Quantas vezes me estatelando
Num espectáculo onde consigo
Ouvir tantas palmas…

As mesmas vezes que me ergo,
E recomeço do local onde fiquei prostrada,
Ferida,
Ouvindo os sorrisos, as palmas,
Mas continuarei no equilíbrio da corda bamba
Até ao fim,
Para provar o quanto sou (in)útil, o quanto sou firme,
O quanto na lucidez da loucura me salvei
E só por isso vivi.

© Célia Moura – poesia
(Imagem – “Google”)

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