Abro Janelas Ao Vento


“Google” photography

Abro Janelas Ao Vento

Abro as janelas ao vento
sinto teu riso, teu andar impreciso
com sabor a loucura e mel
nesse olhar que estremece.
Embriago-me nas chuvas
que fazem renascer os lírios
e me beijam as cicatrizes abandonadas no tempo.

Abro as janelas ao vento
sinto teus braços
odor a maresia e jasmim
neste espaço de lúcida loucura
onde me dispo
no mais nobre salão de platina,
por mim convocado em estilhaços.

Abro as janelas ao vento.
Parto entre o nada que somos
e em todas as memórias que fomos
me faço,
desfaço e renasço!

Reabre as janelas ao vento, meu amor!

© Célia Moura
(Imagem – “Google” photography)

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