Ainda são minhas as mãos que te revolvem os cabelos


(c) “Google”

Ainda são minhas as mãos
Que te revolvem os cabelos
E sustentam preces
Enquanto os navios permanecem ancorados
À loucura que não sinto.

Contracenei com matilhas e famintos escorpiões,
Firmei meus laços
E hoje sou eu a lava que te escorre pela boca
O vermelho onde ardes sob os pés de Vénus
Enquanto peregino no asfalto
Vais trilhando a busca do Absoluto.

© Célia Moura

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