Que me mordam os calcanhares


Art/e (c) Mecuro B Cotto photography

Que me mordam os calcanhares
por onde me arrasto
que façam estalar no ventre chicotes
e me borrifem de água benta
mas jamais meu sangue
minha consciência!

Que me amem ou me aniquilem de vez,
mas nunca pelo meio termo.
Deixei de ser a doce enseada onde te masturbavas!

© Célia Moura
(Mecuro B Cotto photography)

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