Sofia não vive, Sofia sonha!


11 Art/e (c) Benoit Courti Photography

Art/e (c) Benoit Courti Photography

Sofia não vive, Sofia sonha!
E bom, segundo Descartes “se penso logo existo”, e segundo eu se existo logo penso, então Sofia existe.

Sim existe fisicamente, tem um corpo, um rosto repleto de vida e jovialidade, tem uma mente sadia, é inteligente q.b., porém há tanto tempo que Sofia partiu!
O desapego que no início a existência a infligira como chicoteadas na pele fresca ainda, hoje era nada.

Tão verdade que o ser humano ou animal se acostuma às mais diversas, adversas ou não situações e as toma como naturais, ainda que tenha conhecido outras, ainda que no espírito o humano continue a sonhar e a possuir uma vida dupla.
Assim vivia Sofia.
Mais no espírito que na carne.
Essa carne tão cobiçada, já tão amada, jogada a um canto do quarto amarrotada como um trapo velho que não se deita fora porque ainda resplandece memórias.

Sofia não vive, sente!
Sente mais a dor alheia que a sua própria dor, essa sim de tão familiar passou a ser vulgar.
Mas como tudo lhe parece indiferente!

Impossível exprimir o que senti quando a vi.
Olhou para mim de frente como se me desafiasse a algo, olhei-a, nem uma palavra trocamos, e um arrepio invadiu-me o corpo inteiro como se tivesse sido trespassada por um raio e me invadisse de Luz.

© Célia Moura
(Benoit Courti Photography)

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