Ah que este exílio me fecunde


Art/e (c) Caras Ionut Photography

Ah que este exílio me fecunde
Nas horas aflitas e náufragas
Em todas as palavras que não sei
Enquanto as vozes dos poetas
Me sussurram mais além
E eu me escancaro como uma velha porta
De qualquer casa branca
Sorrindo
Embriagada de silenciosos gritos
Vagueando por meus canteiros de açucenas
Na face uterina da madrugada
Lambuzada de beijos e de azul…

© Célia Moura – a publicar “Terra de Lavra”
(Caras Ionut Photography)

Deixar um comentário:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s