Cortei minha bandeira


Art/e (c) Mecuro B. Cotto Photography

Cortei minha bandeira em quatro pedaços iguais
Purguei na valsa, eu que não sei valsar
Meu grito exposto nas muralhas do tempo,
Mas rodopiei e me rebolei na planície
Dos olhos das gentes
Meu imenso amor, meu profundo desdém
Empunhando bandeiras…

Meu sangue já fluiu cobrindo essa bandeira que cortei
Em quatro pedaços iguais,
Com paixão de insaciáveis amantes

Não há mais bandeira, não resta nada, a não ser
Verdadeiramente Nada e seus pedaços mortais
Que guardo sorrindo.

Meu sangue flui liberto, não sou de lado nenhum
E sou de todos os lugares do mundo.

© Célia Moura – A publicar “Terra De Lavra”
(Mecuro B. Cotto Photography)

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