Abraça-me como se eu fosse o único ser


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Abraça-me
como se eu fosse o único ser,
diz que me amas ainda que seja mentira,
mas agarra-me como se fosses águia
porque de mim se esqueceram todas as andorinhas!

Não me deixes sucumbir pelo penhasco
onde permaneço prostrada
à espera que me afagues o rosto
e esta imensa dor que jamais entenderás,
esta dor onde imagino teus dedos pelo meu corpo
e já não estás!

De mim se esqueceram todas as andorinhas.

© Célia Moura