Nega-me o sangue das papoilas a brincar


Art/e (c) Jean Claude Sanchez photography

Nega-me o sangue
das papoilas a brincar
por entre o vento
a carne das madrugadas,
essência de ti.

Nega-me todas as Ninfas
todas as promessas,
os mendigos e as pérolas.

Nega-me o limbo
e eu suspendo
esta Dor que dilacera e me escorraça
como maldita e me ultrapassa!
nega-me a paixão se assim quiseres,
a benção de um abraço entre
gargalhadas de crianças.

Nega-me tudo meu amor,
mas nunca eu!

© Célia Moura, a publicar
(Jean Claude Sanchez photography)

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