Quisera eu ter partido desta terra


quisera-eu

Art/e (c) Steffi Atze Photography

Quisera eu ter partido desta terra
Onde as aves
Já não regressam
Ao meu peito
A Primavera hoje sabe-me a sangue,
Ao sangue de Maio
Que sorrio ao mar como um fardo
Neste feroz precipício de idolatria
Coisas e mais coisas,
Tudo vão! Na berma do Atlântico.

Quisera eu ser de ti,
Retornar ao embrião
E poder cantar-te num fado
A paixão que roubaram dos meus olhos.

Entardeceu.
Não há palavras possíveis
Nem manto de alva para as cobrir,
Não me perguntes nada.

© Célia Moura – A publicar “Terra de Lavra”
(Ilustração – Steffi Atze Photography)

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