Benditas as chuvas


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Benditas as chuvas
que te lavam a alma
afagam os cabelos
e o passado jamais circunscrito
no odor da pele
quando Abril for resgatado
da lama onde tantos morrendo
acreditaram.

Benditas as mãos da criança que te resgatou
a consciência sofrida, presente
dos ideais tatuados no sangue.

Bendita seja tua alma peregrina,
tua solidão imensa
por tantos cuspida, traída,
ultrajada,
mais jamais vendida!

© Célia Moura