Enquanto Me Matas


(c) “pixabay” photography

Enquanto Me Matas

Eu jardim
tu beija flor.

Eu escultura
tu mestre.

Eu faminta
tu meu carcereiro privado.

Eu essência
tu sem me reconheceres…

Eu água de mar
nua,
tu esplanada,
absorto como se eu fosse nada de nada!

Eu desejo,
tu me injuriando.

Eu suplício
tu me espezinhando

E assim que me ergo,
logo me matas!

(c) Célia Moura, a publicar Terra De Lavra – singela homenagem a todas as mulheres vítimas de violência doméstica

(Ilustração – “pixabay” photography)