Habito nas tuas mãos de silêncio


Art/e © old&timer photography

Habito nas tuas mãos de silêncio
Onde o vento me despe de saudade
E dissimula a Dor de Maio em flor

Habito no musgo das paredes brancas
Quando o odor dos teus braços que me recolhe
Insensato.

Habito nos lábios da noite que me trazem pela mão
A criança saltitanto em redor do chafariz do Largo, Continuar a ler

Anúncios

Abro Janelas Ao Vento


“Google” photography

Abro Janelas Ao Vento

Abro as janelas ao vento
sinto teu riso, teu andar impreciso
com sabor a loucura e mel
nesse olhar que estremece.
Embriago-me nas chuvas
que fazem renascer os lírios
e me beijam as cicatrizes abandonadas no tempo. Continuar a ler

Meu rio


meu-rio

Art/e (c) Daniel Gerhartz Painting

Meu rio
Nasceram-me os poemas indecisos entre os dedos
como num sismo beijado de Primavera
e com a ternura de um novo amanhecer
sempre desejado
como quem anseia o alimento
e a água para se saciar,
revolvi a terra com as mãos,
senti-lhe o pulsar do coração
dancei na eira,
fustiguei o joio
pulei no fogo da minha própria inquisição
e pari lírios nas margens do rio. Continuar a ler

O Sal da Terra


sal-da-terra

Art/e © Jokin Romero Photography

O Sal da Terra
Nós somos as vozes da jornada,
A erecção dos cravos ao som da guitarra, do batuque,
Pela madrugada.

Nós somos as mãos que gritam em mil gestos obscenos,
A desobediência que nos foi imposta

Nós somos o sal da terra,
O hino que ainda soa e atordoa
Incrédulos ouvidos,
Trazemos a bandeira em haste
Herança de nossos pais. Continuar a ler

Seara Em Pleno Cio Despida


seara-em-pleno-cio

Art/e (c) Caras Ionut Photography

Seara Em Pleno Cio Despida
Serei sempre essa tinta que escorre pela tua vitoriosa caneta de aparo,
Assim como o sorriso que nasce nos vales
Subindo suavemente pelo dorso da colina
Que não podemos vislumbrar da janela opaca dos olhos
Porém sentimos o odor do rosmaninho entre os dedos
E um pousar rubro de papoilas entre meus seios
Escorrendo mel. Continuar a ler