TRANSFIGURAÇÃO


(c) “Google”

TRANSFIGURAÇÃO
Mulher,
Mito presente,
Decerto não serpenteias mais
Entre Vitrais de Lua Cheia.

Serás ainda a musa
Por quem os Poetas clamam, Continuar a ler

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NO ÚTERO E NO PÓ


Se este poema não estivesse assinado por mim, poderia ser um dos meus eleitos, mas como lamentavelmente ou não, fui eu que o assinei porque o escrevei, tropeço-me neste meu ser, neste meu sentir.
C.M.

Art/e (c) Stefan Beutler Photography

Art/e (c) Stefan Beutler Photography

NO ÚTERO E NO PÓ
Surges
Na cálida brisa da tarde,
Como Deusa
No cume da trave talhada
A ouro
Com rosto de prata,
Boca de serpente mansa, Continuar a ler

NOS CORNOS DA VIDA


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Art/e (c) Antoine de Villiers Painting

NOS CORNOS DA VIDA
Não!
Não sou filha de ninguém!
Contraceno sozinha nos cornos da vida.
Sou toda a presença!
Sou todas as ausências.

Contraceno com as disformes sombras da cidade adormecida
Numa insónia…rebolo-me na ventania.
Beijo folhas de árvores caídas, gotas de chuva breves e o olhar de
Mais um mendigo…fulminante quanto ausências.
Nada me dói… – somente as palavras lançadas como farpas! Continuar a ler

O MEU QUARTO


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Ar/e (c) Anton Ostlund Photography

O MEU QUARTO
Ai grotescas pedras do meu,
Teu, nosso caminho,
Lançadas à janela do meu quarto.
O meu quarto fechado entre quatro paredes de lágrimas.

O Caos!
Os outros!
Eu!

Ai maldição manifesta num abismo mais profundo que a própria Dor
Que me dilacera a carne
De ser absolutamente animal e só! Continuar a ler

ANJO DE PILATOS


anjo de pilatos

Art/e (c) Monica Denevan Photography

ANJO DE PILATOS
Quem dera saborear toda a tua dor de infinito,
O teu cansaço de homem,
Meu anjo de Pilatos,
Agrura de minhas açucenas imaculadamente brancas
E morder-te o sangue no prazer de te ver
De novo adolescente entre todos os astros e a Via Láctea
Inventando novas regras, sobrevoando…
…antúrios. Continuar a ler

Sei do pranto


sei-do-pranto

Art/e (c) Belovodckenko Anton Photography

Sei do pranto
que te emerge
das entranhas,
como um segredo revelado
no sossego das estrelas,
sobre teus cabelos de luz
adormecidos na divina compaixão.

Connosco está a ternura a bailar entre os girassóis,
na clareira das manhãs,
que afagam a Dor do mundo
nos meus braços. Continuar a ler

O TEU BANDOLIM


teu-bandolim

Art/e (c) Cene Gál István Painting

O TEU BANDOLIM
Lá longe, meu amor
Bem longe,
Os barcos ainda partem do cais.
Sinto saudade meu amor
Sinto saudade,
Das tuas mãos a acenar entre a nostalgia do vento e o entardecer
Das gaivotas em debandada
E do teu bandolim
Que ressoava no silêncio da maresia
Entre toda a imensidão inimaginável. Continuar a ler