Se me mordeis o sangue


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Art/e © Ümmü Kandilcioğlu Photography

Se me mordeis o sangue
Não me esfacelais a carne
Seda selvagem
Às estrelas oferecida!

E, nem atenteis contra o vento
Pois não podeis acariciar-me as penas
Ao pensamento lapidado
Na migração das andorinhas
Imponente nos meus claustros consagrados
De desdém! Continuar a ler

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Chamo-te hoje


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(c) “Google”

Chamo-te hoje,
Porque pensar-te
É a lâmina mais feroz.

Êxtase de te revelar segredos,
E te acolher no ventre, ó vagabundo,
Entre o pranto e o anoitecer,
Estremecendo vagas de solidão em aguaceiros Continuar a ler

A Ternura Do Sangue


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Art/e (c) Joe Bowler Painting

A Ternura Do Sangue
Na foz do teu corpo brando
de seda, de açucenas brancas
libertei o grito nutrido
de água, sangue, amor,… dor!

Na foz do teu corpo nascente,
parti.

Resplandeces ainda devoção,
pelo jardim suspenso na ilusão,
sorrisos teus Mãe
num botão de rosa, Continuar a ler

CONSAGRAÇÃO


consagração

Art/e (c) “As Mãos” – Sculpture by Rodin

CONSAGRAÇÃO
Clamais em alta voz
Às estátuas de bronze
E pedra ornamentada.

Clamais até emudecer
A desenfreada ânsia
Que tendes de infinito
E arduamente vos consome
Os dias e as noites,
Na voracidade, por vós mesmos gerada,
Em súbitos devaneios,
Insatisfeitos. Continuar a ler

Sei do pranto que te emerge


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Art/e (c) Belovodckenko Anton Photography

Sei do pranto
que te emerge
das entranhas,
como um segredo revelado
no sossego das estrelas,
sobre teus cabelos de luz
adormecidos na divina compaixão.

Connosco está a ternura a bailar entre os girassóis,
na clareira das manhãs,
que afagam a Dor do mundo
nos meus braços. Continuar a ler