Se Eu Fosse o Teu Poema


Art/e (c) Monika Luniak painting

Art/e (c) Monika Luniak painting

Se Eu Fosse o Teu Poema
Ah se eu fosse poema
Haveria de te degustar amada minha
Inteira tal como um trago de aguardente bem velhinha,
Sugar teus poros como aquele que se excita
Na prostituta mais imunda torneando a estrada
Como se torneasse teus mamilos
E ainda que viessem ninfas e
Orquídeas pelo meu sexo acima
Que me importaria!

Que teu corpo fervilhasse sevilhanas Continuar a ler

Sei da carícia das giestas em flor


Art/e (c) Sergue Marshennikov painting

Sei da carícia das giestas em flor
dos arcanjos em núpcias
e do desejo
que me entrelaçava
à dança dos nenúfares
sempre que me dizias:

‘Meu amor.’

Sei do odor a vodka e sexo
no espelho do quarto,
do derradeiro abraço,
nunca por nós desenhado Continuar a ler

Pó de Perlimpimpim


(c) “Google”

Pó de Perlimpimpim
Sou como a mais miserável,
por tantos amada
por mais outros tantos escorraçada!

Sou a que poucos amou, sendo forçada,
a alvorada queimando a escada
o estilhaço da granada que te apunhalou na garganta,
amordaçando tua boca de beijos.

Sou essa gaivota que grita e nada se agita!
O céu profundo que escurece nas pernas das moiras Continuar a ler

Hoje matei-te!


hoje-matei-te

Art/e (c) Juan Medina Painting

Hoje matei-te!
Sustive a respiração mais sôfrega que eu
E enterrei-te num belo caixão debruado a cetim
A um canto do jardim
Que gozo me deu
Devolver-te todas as flores
Que durante anos
Me ofereceste,
Como punhais!

Brindei com taças de lua cheia
À libertação
De todos os meus sorrisos… Continuar a ler

Na púbis do teu pincel me devoras


Art/e (c) Annick Bouvattier painting)

Na púbis do teu pincel me devoras
Enquanto minhas ânsias se rebolam
Pelo antigo chão do soalho
Com odor a cera acabada de esfregar
E a incenso.

No declínio do meu ventre
Descansas finalmente
Enquanto o mel dos meus gestos
Te adormece os sentidos. Continuar a ler

Debruço-me do parapeito do silêncio


debruço-me-parapeito

Art/e (c) Antoine de Villiers Painting

Debruço-me do parapeito do silêncio
Disposta a agarrar uma réstia de nós
Mas tudo em mim são divagações
Entre as cortinas da sala e o passado.

Rodopio como uma mariposa entre a luz e o descalabro
E tudo em mim é lume, ânsia de absoluto

Porém danço nas tuas mãos
Sempre nelas me despirei,
Esta paixão que em mim delira
Como num primeiro dia. Continuar a ler

Desvenda-me a madrugada dos teus dedos


Art/e (c) Steve Richard

Desvenda-me a madrugada dos teus dedos
Com que enfrentas
A trégua
Dos meus seios,
Meu vinho doce de amargura
Tão exposto ao veneno doce
Desta loucura.

É de hera a tua língua
Percorrendo meus mamilos sedentos,
Vestes já rasgadas, nesta ânsia
De ti… Continuar a ler

ASAS DE AMOR – Antologia Erótica [Video-Poesia]


VIDEO © 2012-2020 LP (LProductions – Todos os Direitos Reservados / All Rights Reserved)

Um belíssimo trabalho de vídeo elaborado há quatro anos, aquando da minha participação na Antologia Erótica “Asas De Amor”, que tal como tantos outros trabalhos me deu imenso prazer.
Alguns dos poemas do livro “No Hálito De Afrodite” estão aqui para todos nós. 

Conta Comigo Sempre Meu Amor


Art/e (c) Alberto Pancorbo painting

Conta Comigo Sempre Meu Amor
Ao menos que me contemplasses como espécie híbrida
monte de pedras da calçada por ti idolatrado,
ácido sulfúrico em ebulição
tormenta de tantas vozes moribundas de bêbados
pelo chão onde rastejam víboras tão velhas em lascívia
meu amor tão mal amado!

Deixa que te oferte a fêmea em cio para teu manjar!

Vem para o campo, deixa a selva dos Homens!
Esse teu tempo perdido onde se quebraram todas as promessas em conversas de tasca celebradas entre mais um copo e um aperto de mão que não Simboliza nada. Continuar a ler

Néctar De Mim


néctar de mim

Art/e (c) Marius Markowski painting

Néctar De Mim
Pari de mim este Amor
E meus dedos acenderam
Este corpo de miséria
Em mariposas loucas,
Nua de silêncios
Inaugurei-me jardim
Lambi sílaba por sílaba
O poema interdito
A carícia nos mamilos
O frenesim acetinado
Carmim dos lençóis
Néctar de Afrodite, Continuar a ler