ASAS DE AMOR – Antologia Erótica [Video-Poesia]


Um belíssimo trabalho de vídeo elaborado há quatro anos, aquando da minha participação na Antologia Erótica “Asas De Amor”, que tal como tantos outros trabalhos me deu imenso prazer.
Alguns dos poemas do livro “No Hálito De Afrodite” estão aqui para todos nós. 

Anúncios

Irás rodopiar em meu umbigo


Art/e (c) Alecu Grigore Photography

Irás rodopiar em meu umbigo
Como um ensandecido,
Beijar minha púbis
Como se sempre te tivesse pertencido.

Lamber meus lábios

Nessa secura de morte,
Limpar meu sangue com teu corpo
E irracionalmente
Quando na Partida
Levar comigo todas as fontes
Virás sufocar-te na foz Continuar a ler

Toma nota nas palavras que te não digo


toma-nota-nas-palavras

Art/e (c) Jeremy Mann Painting

Toma nota nas palavras que te não digo
Porque em todas elas
Há jasmim, girassóis,
E descansam nas águas das fontes
As mãos que afagam gritos.

Toma nota nas palavras que te não digo,
Porque em todas elas vibra um rio,
E nos meus olhos há um mar
Que se enrosca Continuar a ler

Álvaro Giesta – “No Hálito de Afrodite” (poesia erótica) de Célia Moura


alvaro-giesta-halito-de-afrodite

Alvaro Giesta – 6 de maio/2019
Há um universo extravagante e fantasioso nesta obra. Quase sonhos perpétuos — o amar-se, o sentir-se amada. Poemas extremamente belos como “Urge enxotar-te do meu corpo”, ou como “Quisera eu ser teu âmago” onde, na exaltação ao corpo, o próprio “eu” se expurga do outro-eu ou do eu-outro, daquilo que o “outro” deixou de si em si, como se isto fosse um acto de purificação

Continuar a ler

Desço pelas virilhas que já ousei morder


Art/e (c) Caras Ionut Photography

Desço pelas virilhas que já ousei morder
e à evocação dos corpos bailando
na eira.

Teu prazer será sempre meu regresso
embriaguez que me aquieta
tua boca, essa fonte onde se incendeiam girassóis
e ninhos de andorinhas.

Sabes-me a trigo e mel no alpendre das manhãs. Continuar a ler

Jaz uma colcha de linho no passado


Art/e (c) Antoine de Villiers Painting)

Jaz uma colcha de linho no passado
das orquídeas
quando tua sofreguidão se esbatia entrecortada
na penumbra
gemendo a saudade
nas cortinas velhas do quarto antigo…
tuas mãos ainda habitam o séquito do meu corpo
nesta ausência.

Sabes, fui até ao cais de nós e esqueci de voltar. Continuar a ler