A Auto-Estima


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A Auto-Estima
Todos enchem a boca para falar de auto-estima!
Uns porque acham que você tem em demasia, mas grande parte por considerar que você não tem e deveria ter.
Pois eu considero que auto-estima tem tudo a ver com a nossa formação desde a família onde nascemos, ao meio social, às escolas por onde passamos e também, diria que a dado momento sobretudo, às pessoas com as quais nos damos e à profissão que temos ou não. Continuar a ler

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ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte III


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ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte III
Não sei qual o motivo, mas é-me necessário definir esta mulher. Talvez por me fazer recordar alguém, pelo seu semblante enigmático, quando olhado de súbito. Mas, não consigo, no fundo das imagens que me estalam na memória, saber quem me faz lembrar. Só sei que me faz lembrar alguém! Disso, tenho perfeita consciência. Continuar a ler

As bonecas da minha infância


bonecas da minha infância

Art/e (c) Wang Jiang Painting

As bonecas da minha infância
Foram escassas as bonecas da minha infância, talvez por isso me recorde tanto delas, e do seu afastamento de mim, sem nunca ter brincado com elas, porque não me era permitido.
A minha mãe não me deixava com receio de que eu as estragasse. Eram presente das tias ricas, irmãs do meu pai.
Não eram para eu brincar, eram só para de vez em quando eu poder olhar, nunca tocar, elas sempre dentro das caixas, lindas, e só quando eu pedia à minha mãe, sorrindo ela me deixava contemplá-las. Pobre mãe, eu sei que ela talvez não fizesse por mal. Continuar a ler

O perdão e a libertação de todos os «eus»


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O perdão e a libertação de todos os «eus»

Uma das mais elevadas demonstrações de Amor é o perdão, sobretudo se ele provém do nosso coração, ou seja, sem que a pessoa que tanto nos destruiu jamais nos peça perdão, pior ainda, sem que reconheça que alguma vez nos prejudicou com seus actos ou palavras. Continuar a ler

Ele “amava-a” de tal modo que…


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Ele “amava-a” de tal modo que após a primeira vez de a ter visto decidiu que seria sua custasse o que custasse.
Deu-lhe um mês para que o seu intenso amor fosse correspondido e como não conseguiu os seus intentos deu-lhe umas ‘facaditas’ no local do coração, banhando-se feliz no seu sangue. Continuar a ler

Só passado algum tempo


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Art/e (c) Tzviatko Kinchev Painting

Só passado algum tempo, ela conseguiu digerir aquela pergunta tão directa, vinda de uma criança de sete anos, olhando-a de frente na mesa de um restaurante:
– Porque te mascaras tanto, é para te esconderes?
Somente a vida lhe diria a ela mesma, que sim, toda aquela maquilhagem carregada que usava como se de um ritual já se tratasse, verdadeiramente a escondia.
Ninguém precisava despir-lhe a alma.
Como são sábias as crianças na sua inocência. Continuar a ler

EM SILÊNCIO I


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Art/e (c) Hossein Zare’s Photography

EM SILÊNCIO, NO TEU SILÊNCIO – Capítulo I
Entre as incessantes reuniões quotidianas, Gibran sentiu uma voraz e súbita angústia na alma. Agarrou com força a cadeira, com receio de alguma tontura, permanecendo em silêncio. Não era normal, aliás não era nada normal num homem forte e sadio como ele, Continuar a ler

Sofia não vive, Sofia sonha!


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Art/e (c) Benoit Courti Photography

Sofia não vive, Sofia sonha!
E bom, segundo Descartes “se penso logo existo”, e segundo eu se existo logo penso, então Sofia existe.

Sim existe fisicamente, tem um corpo, um rosto repleto de vida e jovialidade, tem uma mente sadia, é inteligente q.b., porém há tanto tempo que Sofia partiu! Continuar a ler

Quando As Almas Doem


954615_729000467183778_5519255680070878150_n (1)Quando As Almas Doem
Sentada no café, com uma corda a apertar a garganta, percorria Sofia a sua extensa listagem de números da agenda do telemóvel. Tantos números, tanta gente para quem ligar e dividir aquela angústia que a corroía, mas com quem? Quem se importaria verdadeiramente com ela naquele momento?! Continuar a ler

UM AMOR


297191_254938234555118_1191121927_nUM AMOR
Linda, tinha sido Carmen, morena como o luar numa tarde de Agosto.
Sempre for a a rapariga mais cobiçada da aldeia, a mais invejada. Até sua Mãe temia por sua beleza ser tão grande.
Como era bela, a sua Carmen, contemplava-a aquela Mãe deslumbrada e envaidecida por ter concebido tal fruto no seu ventre. Continuar a ler

ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte I


ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte I
I
Aquele bar fazia lembrar alguns cafés do centro de Milão, com uma certa nostalgia chique, e muito própria. Adornado de pequenos candelabros, estrategicamente colocados pelas paredes, escoando uma caprichosa luz avermelhada, tornava assim, de um imenso romantismo o ambiente então gerado. Continuar a ler

Mãe um dia um dia ofereci-te orquídeas


227506_180960131952929_5669559_n (1)Mãe, um dia ofereci-te orquídeas, as tuas flores de eleição e não as quiseste. Ficaste com elas, contrariada para me fazer a vontade, porque as flores dão muito trabalho, e tu preferias um belo perfume ou algo similar.
Recordo-me que foi num dia em que se celebrava o “Dia da Mãe”. Continuar a ler

Já naquela época pressentia


Já naquela época pressentia que muito do que me dizias iria, anos mais tarde, quando não te tivesse mais junto a mim fazer todo o sentido.
Sim. Nós na verdade sabíamos todas as coisas, as mais simples de todas.
Para quê desejar saber de outras se a linha da vida passava ali entre nossas mãos? Continuar a ler

Passo pela rua alheada de formas


passo-pela-ruaPasso pela rua alheada de formas e já nem tu me reconheces.
Olhas-me sem qualquer sorriso de esperança, sabendo que por mais museus que existam por descobrir, nenhum terá os mesmos encantos de há vinte anos atrás quando tudo era uma terrível descoberta de adolescência onde fazíamos amor nos poemas e nas ruas por onde caiam exaustas as últimas folhas de Inverno. Continuar a ler

As perdas e a náusea


As perdas e a náusea

Percebo agora com uma lucidez absurda que perco todos os objectos ou pessoas que mais amo.
Evidentemente, não se podem comparar pessoas com objectos, mas este é um ponto de vista geral, da forma como a vida ciclicamente me vai doando coisas ou pessoas para amar, deixando-me ficar com elas por vezes durante muitos anos, para de súbito mas retirar. Continuar a ler

Carta de Despedida Para Uma Mãe


13238863_996203717095229_4512253945541131046_nMinha querida Mãe,
(carta baseada em casos verídicos)
Perdoa-me mas o meu amor por ti não me permitiu desabafar a intensa angústia que me rasga de alto a baixo neste momento em que te escrevo, sabendo que quando leres estas palavras já não estarei aqui para te confortar, para te abraçar, para te dizer “mãezinha por favor não chores mais, senão eu choro também”, Continuar a ler