ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte III


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ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte III
Não sei qual o motivo, mas é-me necessário definir esta mulher. Talvez por me fazer recordar alguém, pelo seu semblante enigmático, quando olhado de súbito. Mas, não consigo, no fundo das imagens que me estalam na memória, saber quem me faz lembrar. Só sei que me faz lembrar alguém! Disso, tenho perfeita consciência. Continuar a ler

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As bonecas da minha infância


bonecas da minha infância

Art/e (c) Wang Jiang Painting

As bonecas da minha infância
Foram escassas as bonecas da minha infância, talvez por isso me recorde tanto delas, e do seu afastamento de mim, sem nunca ter brincado com elas, porque não me era permitido.
A minha mãe não me deixava com receio de que eu as estragasse. Eram presente das tias ricas, irmãs do meu pai.
Não eram para eu brincar, eram só para de vez em quando eu poder olhar, nunca tocar, elas sempre dentro das caixas, lindas, e só quando eu pedia à minha mãe, sorrindo ela me deixava contemplá-las. Pobre mãe, eu sei que ela talvez não fizesse por mal. Continuar a ler

O perdão e a libertação de todos os «eus»


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O perdão e a libertação de todos os «eus»

Uma das mais elevadas demonstrações de Amor é o perdão, sobretudo se ele provém do nosso coração, ou seja, sem que a pessoa que tanto nos destruiu jamais nos peça perdão, pior ainda, sem que reconheça que alguma vez nos prejudicou com seus actos ou palavras. Continuar a ler

Ele “amava-a” de tal modo que…


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Ele “amava-a” de tal modo que após a primeira vez de a ter visto decidiu que seria sua custasse o que custasse.
Deu-lhe um mês para que o seu intenso amor fosse correspondido e como não conseguiu os seus intentos deu-lhe umas ‘facaditas’ no local do coração, banhando-se feliz no seu sangue. Continuar a ler

Só passado algum tempo


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Art/e (c) Tzviatko Kinchev Painting

Só passado algum tempo, ela conseguiu digerir aquela pergunta tão directa, vinda de uma criança de sete anos, olhando-a de frente na mesa de um restaurante:
– Porque te mascaras tanto, é para te esconderes?
Somente a vida lhe diria a ela mesma, que sim, toda aquela maquilhagem carregada que usava como se de um ritual já se tratasse, verdadeiramente a escondia.
Ninguém precisava despir-lhe a alma.
Como são sábias as crianças na sua inocência. Continuar a ler

EM SILÊNCIO I


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Art/e (c) Hossein Zare’s Photography

EM SILÊNCIO, NO TEU SILÊNCIO – Capítulo I
Entre as incessantes reuniões quotidianas, Gibran sentiu uma voraz e súbita angústia na alma. Agarrou com força a cadeira, com receio de alguma tontura, permanecendo em silêncio. Não era normal, aliás não era nada normal num homem forte e sadio como ele, Continuar a ler

Sofia não vive, Sofia sonha!


11 Art/e (c) Benoit Courti Photography

Art/e (c) Benoit Courti Photography

Sofia não vive, Sofia sonha!
E bom, segundo Descartes “se penso logo existo”, e segundo eu se existo logo penso, então Sofia existe.

Sim existe fisicamente, tem um corpo, um rosto repleto de vida e jovialidade, tem uma mente sadia, é inteligente q.b., porém há tanto tempo que Sofia partiu! Continuar a ler

Quando As Almas Doem


954615_729000467183778_5519255680070878150_n (1)Quando As Almas Doem
Sentada no café, com uma corda a apertar a garganta, percorria Sofia a sua extensa listagem de números da agenda do telemóvel. Tantos números, tanta gente para quem ligar e dividir aquela angústia que a corroía, mas com quem? Quem se importaria verdadeiramente com ela naquele momento?! Continuar a ler

UM AMOR


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Linda, tinha sido Carmen, morena como o luar numa tarde de Agosto.
Sempre for a a rapariga mais cobiçada da aldeia, a mais invejada. Até sua Mãe temia por sua beleza ser tão grande.
Como era bela, a sua Carmen, contemplava-a aquela Mãe deslumbrada e envaidecida por ter concebido tal fruto no seu ventre. Continuar a ler

ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte I


ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte I
I
Aquele bar fazia lembrar alguns cafés do centro de Milão, com uma certa nostalgia chique, e muito própria. Adornado de pequenos candelabros, estrategicamente colocados pelas paredes, escoando uma caprichosa luz avermelhada, tornava assim, de um imenso romantismo o ambiente então gerado. Continuar a ler

Mãe um dia um dia ofereci-te orquídeas


227506_180960131952929_5669559_n (1)Mãe, um dia ofereci-te orquídeas, as tuas flores de eleição e não as quiseste. Ficaste com elas, contrariada para me fazer a vontade, porque as flores dão muito trabalho, e tu preferias um belo perfume ou algo similar.
Recordo-me que foi num dia em que se celebrava o “Dia da Mãe”. Continuar a ler