Eu só desejava que me amasses


(c) “pixabay”

Eu só desejava que me amasses
nada mais.
Que teus olhos me vissem novamente quando me olhas
e já não me enxergas.
Eu só queria a alegria do teu rosto uma outra vez
e que voltasses a sorrir-me apenas por me veres.
Sei-te cego há tanto tempo meu amor,
desesperado, desiludido, desafortunado, ainda assim desperto! Continuar a ler

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Eu hei-de beber das orquídeas a altivez


(c) “pixabay”

Eu hei-de beber das orquídeas
a altivez
e do meu corpo insisto que faças um roseiral.
Hás-de saber-me a sangue sem nunca o ter bebido,
hás-de amar-me sem me teres tocado.

Hei-de beber dos canaviais
o regresso à casa branca
até sucumbir trôpega numa embriaguez de sexo.

Sim, sou eu que te escolho
e não o contrário.
Peregrina fui em todos os desenlaces, Continuar a ler

Para quê dormir se tenho toda a eternidade do que sou


(c) “Google”

Para quê dormir se tenho toda a eternidade do que sou, do que poderá existir para além disto aqui, para o fazer?

Quem me dera trabalhar sempre sem parar, sobretudo no que tanto me dá prazer, a arte, a comunicação e o marketing.
A venda por objectivos, os desafiosconstantes. Continuar a ler

Teu Mural


Art/e (c) Jean Claude Sanchez Photography

Art/e (c) Jean Claude Sanchez Photography

Teu Mural
Fujo contigo para debaixo da mesa
Aquela que restou do sobrado da minha Avó

Já nenhum olhar nos constrange
Ouvem-se os grilos na tapada
Porém todos os sussurros de prazer respeitam memórias ancestrais
Ainda que após o ansiado coito nupcial
Da infância
Soltemos gritos como indígenas
Ou pássaros loucos Continuar a ler

Tenho uma garça inflamada de sonhos


Art/e (c) Steve Richard Photography

Tenho uma garça inflamada de sonhos no lugar do coração e do meu ventre gritam araras,
Desde o dia que de mim partiste
E sinto-te tal como a chuva abençoada que me encharca os negros cabelos,
Me esborrata a maquilhaquem do rosto
E faz dançar no terreiro

Tenho uma caixa de Pandora nos olhos da saudade
O esboço das tuas mãos nos meus seios Continuar a ler

A Ternura Do Sangue


Art/e (c) Joe Bowler Painting

A Ternura Do Sangue
Na foz do teu corpo brando
de seda, de açucenas brancas
libertei o grito nutrido
de água, sangue, amor,… dor!

Na foz do teu corpo nascente,
parti.

Resplandeces ainda devoção,
pelo jardim suspenso na ilusão,
sorrisos teus Mãe
num botão de rosa, Continuar a ler

Cansei do mel


cansei-do-mel

Art/e (c) Emmanuelle Brisson Photography

Cansei do mel!
Isso, devagar tão suave como a pluma que trago
No feitiço dos teus olhos
Estremece-me as coxas de desejo.

Leva-me até às margens da loucura
Eleva-me nesse ideal
Onde o sangue ferve até doer.

Isso, em cadência agora como num ritual
Lança ao fogo todo o lixo grotesco e rude Continuar a ler

Se ao menos eu conseguisse escrever


Art/e (c) William Oxer Painting

Se ao menos eu conseguisse escrever
Este sangue que não verte para lado algum,
Esta chuva que não me molha a exaustão do rosto
Este esgar no esófago!

Pudesse eu descrever o grito
Esse odor a ti rejeitado
Porém consentido
Esta libertação rasgada Continuar a ler

Absurdo de Azul e Mozart


Art/e © Aufik (A) Photography

Absurdo de Azul e Mozart
Que a noite me abrace nas cordas de um violino
e sejam rasgados todos os poemas
que nunca escrevi!
Néscios os poentes jamais celebrados
como esta multidão acutilando-se
acotovelando-se em azáfama…

Estéreis como as ruas numa noite de consoada,
mãos côncavas
de tanto entardecer na espera. Continuar a ler