4º Livro de Poesia – “No Hálito de Afrodite” (poesia erótica)


 

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Abençoado sejas ó criatura humana


(c) Pixabay Photography

Abençoado sejas ó criatura humana se nenhum dos bens materiais que possuis te define enquanto ser social numa época de aparências!

Abençoado sejas quando o teu próprio corpo que não passa de matéria se sentir em paz com o teu espírito em qualquer vicissitude da existência. Continuar a ler

Vida, Amor & Liberdade


(c) Pixabay photography

Vida, Amor & Liberdade

Sonho com o dia em que a ciência e a medicina estejam de tal modo avançadas que se possam fazer transplantes hoje impossíveis, tais como transplantes de olhos, coluna entre outros, assim como sonho com o dia em que até o cancro mais mortífero possa ter cura, sem os horrores da quimio e da radioterapia. Continuar a ler

Sei que hei-de parir das entranhas orgasmos de loucura


Art/e (c) Carly Casey painting

Sei que hei-de parir das entranhas
orgasmos de loucura
no teu peito,
amado,
sal, tangos pelo soalho esculpido a pedra do soalho…
então, eleva-me em teus braços,
beija-me as palavras
que só meus olhos te dirão,
e em meus mamilos consagra essa tua tesão,
porque eu partirei.

Vou no voo das sete em pedaços. Continuar a ler

EM SILÊNCIO I


10 Art/e (c) Hossein Zare's Photography

Art/e (c) Hossein Zare’s Photography

EM SILÊNCIO, NO TEU SILÊNCIO – Capítulo I
Entre as incessantes reuniões quotidianas, Gibran sentiu uma voraz e súbita angústia na alma. Agarrou com força a cadeira, com receio de alguma tontura, permanecendo em silêncio. Não era normal, aliás não era nada normal num homem forte e sadio como ele,proprietário de uma das maiores Empresas Petrolíferas da Síria, sentir-se assim.
Mas talvez Hadfa, sua mulher, tivesse razão, ele trabalhava demais! Continuar a ler

A Casa Verde


Art/e © Boonlert Rojanaboworn Photography

A Casa Verde

Eu tive uma casa verde
viçosa como a primavera
plantada de raiz pelas mãos do meu Pai.

Imaginava magníficas casas cor de rosa
com claustros imponentes
e paz rodopiando em asas de pássaros azuis
consumindo minha sede
enquanto meu Pai alicerçava nossa casa Continuar a ler

Estou esfatiando vida


Art/e (c) Pascal Chove Painting

Estou esfatiando vida
Na esgrima que corta o vento
E nua de todos os gritos
Me entrego à liberdade do sangue
Num incessante vai e vem.

Nada mais desejo trazer em mim,
Alvorada uterina
Que não seja a memória serena
Do teu rosto.

Um dia quando o sangue se exaurir
E todo o silêncio me aconchegar
Ao seu peito Continuar a ler

Sofia não vive, Sofia sonha!


11 Art/e (c) Benoit Courti Photography

Art/e (c) Benoit Courti Photography

Sofia não vive, Sofia sonha!
E bom, segundo Descartes “se penso logo existo”, e segundo eu se existo logo penso, então Sofia existe.

Sim existe fisicamente, tem um corpo, um rosto repleto de vida e jovialidade, tem uma mente sadia, é inteligente q.b., porém há tanto tempo que Sofia partiu!
O desapego que no início a existência a infligira como chicoteadas na pele fresca ainda, hoje era nada. Continuar a ler

ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte I


(c) “Google”

ESTILHAÇOS DO TEMPO – Parte I
I
Aquele bar fazia lembrar alguns cafés do centro de Milão, com uma certa nostalgia chique, e muito própria. Adornado de pequenos candelabros, estrategicamente colocados pelas paredes, escoando uma caprichosa luz avermelhada, tornava assim, de um imenso romantismo o ambiente então gerado. Continuar a ler

PARTIDA


partida

Art/e (c) Jean Paul Bourdier Photograhy

PARTIDA
Se não me quebras este genial transe
Nem sacias minhas entranhas
Na insónia do desejo
Onde inauguro grinaldas de flores
Nos mamilos do porvir,
Se não me calas o grito
Nos vales do silêncio,
Deixa-me só!
Entre os estilhaços do tempo
Sentada junto ao mar
Sublimar-se-ão todos os excessos Continuar a ler

Poeta Maldita


poeta-maldita

Art/e © Jürgen Holzwarth Photography

Poeta Maldita
Ah mulher que nem bela és
Nasceste rainha e te proclamaram mendiga
Ambicionaste o mar, as chuvas
E ardeste no mais árido deserto
Atormentada por famintos escorpiões,
Desejaste paz e tiveste estilhaços de guerra
E um bisturi sempre apontado ao rosto!

Poeta renegada,
Enxotada
Poeta maldita! Continuar a ler

Na Retina


na-retina

Art/e © Ilhan Marasli Photography

Na Retina
Para onde vou, não sei!
De onde vim, tão pouco.

Deambulo entre as palavras e a coragem
Poesia ou estilhaços de prosa pelo chão.
Sinto momentos
Sinto facas rasgando a pele
E segredos…
Imagens de quem partiu e quebrou amarras.
Encerro gestos em cada vida que me ausenta
De ti, meu céu
Meu sangue, minha sinfonia…

Para onde deveria ir, não irei!
De onde vim, não sei! Continuar a ler

Abocanharam De Mim As Acuçenas


abocanharam-de-mim

Art/e (c) Alecu Grigore photography

Abocanharam De Mim As Acuçenas
Abocanharam de mim todas as primitivas açucenas
Teu sabor,
E até os gestos com que me abraçavas.
Não sinto nada que não sejam estilhaços do tempo,
Esse que alicercei junto aos canteiros e às minhas lápides.

Conchas que há anos recolhi e decidi que regressariam ao mar
Antes de mim. Continuar a ler