POEMA EM LINHA RECTA – de: ÁLVARO DE CAMPOS – por: CÉLIA MOURA [POESIA-DITA]


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Mãe


Art/e (c) Leon Perrault

Mãe
Vou ali à aldeia cimeira comprar um pedaço de vento
Para o jantar e um sopro de luar para a ceia,
Beberei licor de rosmaninho e mel na eira
Mas trago-te um pouco na ternura dos olhos
E na volta quando doar meu corpo à ribeira
Não esquecerei o cântaro de barro
Que me ensinaste a colocar à cabeça
Sempre que na nossa casa chilreavam recém-nascidos
Os pássaros. Continuar a ler

No Espírito do Rio


Art/e (c) Christopher J. Rivera Photography

No Espírito do Rio
Há tanto tempo que parti – dizes-me tu ainda assim sorrindo.
– Como podes ter partido, se vives, se tens uma ocupação, se amas, se te dás, se tens família, amigos?!
É tão simples – respondes-me. Quando já morreste e pouco mais importa em ti a não ser as necessidades básicasda vida, e nada do que és tem a ver com o Sistema onde forçosamente foste inserido, sabendo-te escravo dele, tendo a noção que a Liberdade é uma mentira, e a tua luta é sobretudo a de permaneceres inteiro e íntegro?! Continuar a ler

O mais miserável dos Homens não é o pobre que passa todo o tipo de necessidade


Art/e (c) Aurelio Monge photography

O mais miserável dos Homens não é o pobre que passa todo o tipo de necessidade, aquele que mal consegue sobreviver com dignidade numa sociedade dita Democrática, mas sim todo aquele que o condena a essa condição.
Esse sim é miserável! Continuar a ler